Em meio à esta pandemia em que estamos vivendo, precisamos discutir mais sobre as medidas para a proteção dos idosos, já que são grupo de risco e estão mais vulneráveis neste momento. Durante a entrevista que dei hoje no Bom Dia Rio, na Rede Globo, falei um pouco sobre esta questão. Confira na íntegra no Globoplay: https://globoplay.globo.com/v/8405062/
Tenho refletido muito sobre a questão da flexibilização do distanciamento para o idoso.
Isso porquê ao mesmo tempo que temo pela COVID e sua ameaça sobre a população idosa, também muito me preocupa as repercussões negativas do isolamento que tenho assistido sobre muitos pacientes e de outros idosos.
Pensando nisso, participei do construção do enredo desta reportagem junto à Mariana Procópio, jornalista da Band, que conseguiu captar muito bem todas as ideias, ilustrando-as de forma muito esclarecedora.
Espero que possa ajudar cada um a buscar o seu melhor caminho.
Assista a entrevista: https://www.instagram.com/tv/CDfLOSpJGvl/?igshid=MDJmNzVkMjY=
Drª Ana Cristina Canêdo
Jornal da Band 2020
Reportagem – Jornal da Band
Tenho refletido muito sobre a questão da flexibilização do distanciamento para o idoso.
Isso porquê ao mesmo tempo que temo pela COVID e sua ameaça sobre a população idosa, também muito me preocupa as repercussões negativas do isolamento que tenho assistido sobre muitos pacientes e de outros idosos.
Pensando nisso, participei do construção do enredo desta reportagem junto à Mariana Procópio, jornalista da Band, que conseguiu captar muito bem todas as ideias, ilustrando-as de forma muito esclarecedora.
Espero que possa ajudar cada um a buscar o seu melhor caminho…
– Drª Ana Cristina Canêdo
Assista em https://www.instagram.com/tv/CDfLOSpJGvl/?igshid=gbheguhriyp1
Em meio à esta pandemia em que estamos vivendo, precisamos discutir mais sobre as medidas para a proteção dos idosos, já que são grupo de risco e estão mais vulneráveis neste momento. Durante a entrevista que dei hoje no Bom Dia Rio, na Rede Globo, falei um pouco sobre esta questão. Confira na íntegra no Globoplay: http://bit.ly/BomDiaRioAnaCanedo ou link no meu perfil!
https://globoplay.globo.com/v/8405062/programa/
A grande maioria apresenta comorbidades em estágio avançado
Nessa pandemia do novo coronavírus, uma das maiores preocupações dos médicos geriatras é a situação de vulnerabilidade de idosos que vivem em instituições de longa permanência, as ILPIs. A médica Ana Cristina Canêdo, que integra o Núcleo de Atenção ao Idoso da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e é presidente da SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia) seção Rio de Janeiro, afirma que o risco é enorme. “Frequentemente são idosos frágeis, com comorbidades em estágio avançado, que passam muito tempo em ambientes fechados e com outros indivíduos igualmente vulneráveis”.

A médica Ana Cristina Canêdo, que integra o Núcleo de Atenção ao Idoso da Uerj e é presidente da SBGG seção Rio de Janeiro — Foto: Acervo pessoal
Em tese, todas as ILPIs deveriam montar planos de ação e de vigilância com o objetivo de evitar o surgimento da doença no local. Isso inclui treinamento do pessoal, reforço dos protocolos de higiene e o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), como gorros, máscaras e luvas. “O problema é que as ILPIs no Brasil representam um universo bastante heterogêneo, com grande disparidade em termos de de infra-estrutura, organização e recursos humanos”, reconhece a médica.
Como regra geral, todos os funcionários deveriam medir sua temperatura antes de iniciar jornada, afastando-se do trabalho no caso de apresentar sintomas. Os residentes também têm que ter temperatura medida de manhã e à noite e, no caso de apresentarem sintomas, devem ficar isolados, idealmente com banheiro próprio e precaução de contato.
Um time multidisciplinar de geriatras ligados à USP (Universidade de São Paulo) e UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) criou um roteiro, que inclui slides para auxiliar essas instituições, que é composto de cinco etapas. São elas: preparação dos profissionais; comunicação aos idosos residentes, para que esses tenham um sentimento de proteção e cuidado, evitando o pânico; compra de insumos; comunicação aos familiares, para não criar revolta diante de eventuais medidas restritivas de acesso aos pacientes; comunicação à sociedade, de órgãos regulatórios a apoiadores financeiros. O que não podemos deixar acontecer é o que vem ocorrendo na Espanha, país duramente afetado pelo vírus: lá, militares que foram convocados para desinfetar casas de repouso encontraram idosos abandonados e, em alguns casos, mortos em suas camas. Como afirmou em nota a Congregação da Faculdade de Saúde Pública da USP sobre a evolução da pandemia de Covid-19 no Brasil: “a situação dos idosos merece particular atenção. A banalização da ideia da prescindibilidade de suas vidas no discurso político constitui afronta inadmissível à dignidade humana. A subsistência dos idosos deve merecer políticas específicas, pautadas por preceitos éticos”.
Resumo
Introdução: Nas últimas décadas, a expectativa de vida tem aumentado de forma significativa em muitos países. Porém, para que esta transformação demográfica seja sustentável em termos econômicos, sociais e de saúde pública, é preciso que a longevidade ocorra paralelamente à preservação da saúde e funcionalidade. Assim, a promoção do envelhecimento bem-sucedido tem sido tema de interesse crescente tanto no cenário das políticas públicas quanto nos estudos sobre envelhecimento humano. Objetivos: Discutir os fatores determinantes e preditores do envelhecimento bem-sucedido.
Métodos: Revisão narrativa com busca de artigos nos bancos PubMed e SciElo utilizando os descritores: “envelhecimento bem-sucedido”, “envelhecimento saudável”,
determinantes do envelhecimento” e “preditores de envelhecimento”.
Resultados e Discussão: Do ponto de vista fisiológico, o envelhecimento varia amplamente entre os indivíduos, sendo que algumas pessoas apresentam extensas alterações fisiológicas e outras apresentam poucas ou nenhuma. Parte desta variabilidade pode ser explicada pela heterogeneidade genética (25%) e estima-se que 75% seja determinado por fatores extrínsecos, como fatores ambientais, comportamentais, psicológicos inflamatórios, endócrinos e sociais. As variáveis com maior evidência de associação com envelhecimento bem-sucedido são idade, doenças articulares, audição, atividades de vida diária e tabagismo.
Conclusões: A implementação de estratégias efetivas para a promoção do envelhecimento bem-sucedido exige que se desenvolva maior conhecimento sobre os seus fatores determinantes: tanto aqueles relacionados à taxa de declínio, quanto os fatores protetores para a manutenção da vitalidade e resiliência ao estresse.
Descritores: Envelhecimento bem-sucedido; Envelhecimento saudável; Determinantes; Preditores.
Introduction
There is no universally accepted definition for healthy or successful aging. However, Rowe and Kahn’s concept of “successful aging” has played a major role in moving the scientific discourse forward and has been cited in many scientific articles. These authors proposed the following objective criteria for successful aging: free of disease and disability; high levels of physical and cognitive functioning; and social engagement.
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Programa Exibido em 08/10/2018
– Estudo inédito traça o perfil da Saúde dos Idosos no Brasil; – Tuberculose é tema prioritário em Reunião de Alto Nível da ONU; – Ministério da Saúde lança campanha nacional com expectativa de record em de doação de órgãos.
https://g1.globo.com/globonews/jornal-globonews-edicao-das-16/video/especialista-comenta-o-envelhecimento-da-populacao-brasileira-6897564.ghtml